O que faz o psicólogo em uma Organização da Sociedade Civil?

O que faz o psicólogo em uma Organização da Sociedade Civil?

O que faz o psicólogo em uma Organização da Sociedade Civil?

O Sistema Único de Saúde Brasileiro (SUS), com quase 32 anos de existência, é o maior sistema público de saúde do mundo e atende mais de 190 milhões de pessoas todos os anos, de forma integral e gratuita (Ministério da saúde, 2022). Porém, estima-se que 34% da população brasileira, não tem cobertura por este sistema e que seria necessária contratação de 25,6 mil novas equipes para isso (Queiroz, 2022 – apud IEPS).

O que requer algo em torno de 236,9 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e agentes comunitários de saúde, ao custo de R$ 17,1 bilhões ao ano. Com isso, outras entidades, como as Organizações Não Governamentais (ONGs), hoje, identificadas como Organizações da Sociedade Civil, se fazem presentes nesse cenário, como importantes instrumentos de acolhimento e apoio à sociedade, devido a precariedade, ainda, apresentada por esse sistema.

Sendo assim, o setor de psicologia da Casa de apoio à criança com câncer Durval Paiva visa acolher e acompanhar pacientes e familiares em suas demandas emocionais e psicológicas, que sejam determinantes para seu bem-estar diário no tratamento oncológico ou hematológico, avaliando e aplicando intervenções, que melhor o auxiliem, promovendo, assim, uma melhoria na qualidade de vida de maneira geral.

Tendo em consideração que o fazer do profissional do setor em questão utiliza diferentes atividades, quais sejam: busca ativa, acolhimento e acompanhamento psicológico individual, tanto na CDP, como na unidade da pediatria da LIGA contra o câncer – a Policlínica ou algum outro hospital, caso necessário, bem como, grupos de crianças, adolescentes e acompanhantes, com temas voltados para a saúde mental, realizando, assim, a psicoeducação e articulação e integração com toda a equipe multiprofissional, que vai utilizar os diversos espaços físicos da instituição para desenvolvimento do trabalho.

Por Jéssyca Martins Barros Costa – Psicóloga Casa Durval Paiva – CRP 17/4123