Roda de conversa: um espaço de partilha e diálogo

Roda de conversa: um espaço de partilha e diálogo

Roda de conversa: um espaço de partilha e diálogo

Oportunizar momentos de diálogo se faz primordial ante um ambiente de descobertas e mudanças. É construir e reconstruir tecendo fios conjuntamente, considerado o ser como capaz de se descobrir e superar desafios impostos pela nova conjuntura. Realidade essa de muitos acompanhantes de crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas atendidos pela Casa Durval Paiva.

O serviço social da Casa de forma interdisciplinar com a psicologia trabalha na perspectiva de propor discursões acerca da realidade de vida do grupo familiar, através de rodas de conversa, proporcionando momentos de reflexões, a fim de fortalecer os vínculos e laços familiares. Começar é o primeiro passo, é possibilitar o recomeço a partir de onde se está, reconhecendo fragilidades e horizontes sabendo que o novo, apesar de causar medo, se faz necessário enfrentá-lo.

A roda de conversa é uma ferramenta de trabalho que possibilita ao assistente social conhecer, individualmente, um pouco de cada componente, contribuindo assim para identificar demandas do grupo familiar. É um espaço de diálogo, em que os acompanhantes se expressam concomitantemente e, sobretudo, escutam os outros e a si mesmos, estimulando dessa forma a construção da autonomia dos sujeitos, por meio da problematização e da troca de experiências e vivencias de cada um.

Neste sentido, a proposta é construir um momento de partilha entre o grupo, de modo a trabalhar o autocuidado do acompanhante para assim cuidar do outro – o paciente, entendendo que a mudança só será possível a partir do enfrentamento de todas as barreiras impostas durante o processo de tratamento do paciente.

Assim, o assistente social como profissional tradutor da realidade de vida do núcleo familiar para os demais profissionais da equipe multiprofissional, interpreta os fatores sociais, políticos e econômicos que permeiam a trajetória e realidade social na qual as crianças, adolescentes e seus familiares encontram-se inseridos, orientando-os quanto às mudanças, demandas e necessidades que surjam no decorrer do tratamento.

Por Cícera Katiucia da Silva

CRESS/RN 3595

Assistente Social – Casa Durval Paiva